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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Samsung lança leitor de e-book com tela de cinco polegadas



A Amazon e a Sony não são as únicas que estão de olho no mercado de livros eletrônicos. A Samsung acaba de lançar na Coréia do Sul o SNE-50K, um leitor de e-book com tela de "papel eletrônico" (eInk, como no Kindle) de 5 polegadas sensível ao toque.

O aparelho, que por enquanto estará disponível apenas no mercado sul-coreano com preço sugerido de cerca de US$ 280, não tem os recursos de acesso à internet e download de novas obras do Kindle, mas traz 512 MB de memória interna, suficiente para cerca de 400 livros, e pode exibir arquivos texto, documentos nos formados DOC ou PDF e livros eletrônicos no formato ePub. Além disso, não há perigo dele apagar seus livros sem sua permissão.
A bateria interna tem autonomia para 4320 "páginas" (já que um eBook só consome energia quando a tela é redesenhada, a autonomia é medida em viradas de página), e o aparelho tem apenas 9 mm de espessura, com peso e 200 gramas. Além de livro eletrônico, ele também desempenha funções típicas de um PDA, como calendário, calculadora, lista de tarefas e bloco de notas, tudo com reconhecimento de escrita.
Segundo a Samsung, uma versão do aparelho adaptada para o mercado internacional pode aparecer na próxima edição da Consumer Electronics Show (CES), maior evento mundial de eletrônicos, em janeiro de 2010 em Las Vegas, nos Estados Unidos.

mesmo assim estamos felizes!


A Nvidia deve lançar em breve os óculos 3D Vision no mercado brasileiro. O "brinquedo", que leva efeitos 3D à tela do computador, entretanto, não funciona com todos os monitores.

O 3D Vision é composto pelos óculos propriamente ditos, um emissor infravermelho e um software que transforma o aplicativo no computador (é indicado especialmente para games, mas funciona também com fotos e filmes) em 3D. Os óculos não têm fios e podem ser usados em uma distância de até seis metros do computador. De acordo com a NVidia, 300 games são compatíveis com o 3D Vision.
O acessório será vendido no varejo e tem preço sugerido de R$ 699 e funciona apenas com monitores certificados de marcas como Samsung, Viewsonic e Mitsubishi. No Brasil, a única tela compatível é o monitor Samsung 2233RZ, certificado pela Nvidia.

domingo, 31 de maio de 2009

Baterias recarregadas em 10 segundos?



Poucas coisas podem ser mais frustrantes do que esperar o seu celular ou notebook recarregar a bateria, não? Pois saiba que esse probleminha pode estar com os dias contados.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts afirmam ter descoberto uma nova forma de recarregar as baterias de íons de lítio em questão de segundos.
Usando uma nova técnica de processamento, os pesquisadores criaram uma bateria que pode ser totalmente carregada em 10 a 20 segundos, ou seja, com ela celulares e laptops poderiam ser carregados em menos tempo do que se leva para fazer uma xícara de café.

domingo, 26 de abril de 2009

DICAS PARA QUEM QUER COMPRA UMA BOA PLACA MÃE

A mais nova placa-mãe da VIA (http://www.viavpsd.com/) para processadores Intel, a P4PB-400, traz como principal novidade o uso do chipset VIA P4X400, que usa barramento AGP 8x e aceita memórias DDR400/PC3200.

As memórias PC3200 são as primeiras memórias baratas que conseguem transferir dados na mesma velocidade do Pentium 4. Como o Pentium 4 transmite quatro dados por pulso de clock, ele consegue atingir um desempenho externo como se estivesse trabalhando a 400 MHz, embora externamente só trabalhe a 100 MHz. Com isso, seu barramento externo atinge 3.200 MB/s. O grande problema é que até agora as únicas memórias capazes de atingir essa taxa de transferência eram as caras Rambus. As populares memórias DDR266 só conseguem atingir 2.100 MB/s, fazendo com que esse processador não aproveite todo o desempenho que é capaz de gerar. As memórias DDR400 prometem ser a solução para esse problema.
Pelo menos parcialmente, já que os novos modelos de Pentium 4 operam externamente a 133 MHz e, com isso, conseguem atingir um desempenho como se estivessem trabalhando externamente a 533 MHz, ou seja, uma taxa de transferência de 4.264 MB/s. Mesmo as memórias DDR400/PC3200 não são capazes de atingir essa velocidade. Para aproveitar ao máximo o desempenho dos processadores Pentium 4 com barramento de 133 MHz, só mesmo usando as novas placas-mãe que aceitam as novas memórias Rambus PC1066.
Em nossos testes com a P4PB, fizemos testes com um módulo de memória DDR400/PC3200 e vimos que o ganho de desempenho só é sentido basicamente em jogos 3D, e mesmo assim um aumento de desempenho muito menor do que esperávamos obter. Esse mesmo fenômeno ocorreu em nossos testes com o Athlon XP 2200+, quando usamos memórias DDR333/PC2700. Falaremos mais sobre isso nos resultados dos nossos testes.
Falando especificamente da P4PB, ela é uma boa placa-mãe, cheia de recursos adicionais. Para começar, existem dois modelos da P4PB, a P4PB-L (com rede on-board) e a P4PB-FL (com rede e portas FireWire on-board). O modelo que testamos foi o P4PB-FL, que tem duas portas FireWire.
Nos chamou a atenção a placa-mãe ter vindo com todos os conectores auxiliares possíveis e imaginários. Os das portas USB e FireWire são figurinha fácil em todas as placas-mãe topo de linha, mas o cabo extra para o som on-board realmente merece nossos aplausos. Ele traz as saídas de áudio traseira, frontal e de subwoofer em separado (nas placas-mãe com som on-board essas saídas são compartilhadas com os plugues de entrada de linha e entrada de microfone, ou seja, você não pode usar a entrada de linha e a entrada de microfone caso esteja usando esses plugues como saída), além de saída SPDIF coaxial e óptica, para a conexão do som on-board com equipamentos de áudio digital, em especial gravadores de Mini Disc.
O desempenho dessa placa-mãe é muito bom e é recomendada para todos os usuários que querem estar na crista da onda em termos tecnológicos. Comprando uma placa-mãe dessa, a vida útil do seu micro será prolongada por muitos anos. Como usa o barramento AGP 8x, está na frente da maioria das placas do mercado, que ainda não têm esse recurso, permitindo um upgrade, bem no futuro, para a nova geração de placas de vídeo 3D. O uso da memória DDR400/PC3200 garante o maior desempenho de memória hoje a baixo custo. O chipset suporta os processadores Intel de 133 MHz de barramento externo e discos rígidos ATA-133. E, optando pelo modelo FL, você ainda leva o seu micro para o mundo das portas FireWire. Não fica faltando nada para você ter um micro de última geração por muitos anos.
Ela tem ainda interface para dispositivo leitor de cartões de memória (clique aqui caso você não saiba o que é isso).
Em termos de overclock, apesar de o setup possuir opções muito interessantes, como falaremos em detalhes mais adiante, não conseguimos colocar o barramento externo acima de 129 MHz, um nível razoável, mas não o melhor que já obtivemos. Com certeza você com mais paciência conseguirá um resultado melhor do que o nosso, como explicaremos em nossos testes.
O CD-ROM da placa-mãe vem com alguns utilitários muito legais para técnicos. Além do utilitário para overclock (chamado JetStream), e do utilitário de controle de temperatura e ventoinhas (chamado MissionControl), a placa vem com um utilitário chamado FlashPort para o upgrade de BIOS. Na verdade esse programa verifica detalhes sobre o BIOS da máquina, permite que você faça backup e faça o upgrade, baixando o BIOS automaticamente da Internet. O software SysProbe mostra informações do hardware e do software da máquina.
Por fim, uma dica importantíssima para quem for comprar essa placa. O modelo que recebemos para testes veio com o BIOS versão 0.58 que, ao que tudo indica, ainda era uma versão beta. O micro travava toda a vez em que tentávamos entrar no Windows, congelando a máquina na hora de carregar a interface gráfica. Sendo um erro típico de quando há algum problema em relação ao slot AGP (drivers, configuração no setup, etc), experimentamos fazer um upgrade de BIOS, que resolveu o nosso problema. No momento do nosso teste, a versão mais atualizada era a 1.05. Portanto, se o BIOS da sua P4PB-400 não for desta versão, recomendamos que você faça esse upgrade de BIOS para não enfrentar problemas de congelamento como foi o nosso caso.

COMO FUNCIONA A SUA MEMÓRIA RAM


Como funcionaOs chips de memória RAM possuem uma estrutura extremamente simples. Para cada bit 1 ou 0 a ser armazenado, temos um minúsculo capacitor; quando o capacitor está carregado eletricamente temos um bit 1 e quando ele está descarregado temos um bit 0. Para cada capacitor temos um transístor, encarregado de ler o bit armazenado em seu interior e transmiti-lo ao controlador de memória. A memória RAM é volátil justamente devido ao capacitor perder sua carga muito rapidamente, depois de poucos milésimos de segundo.A produção de chips de memória é similar ao de processadores: também utilizamos um waffer de silício como base e um laser para marcá-lo. A diferença é que os chips de memória são compostos basicamente de apenas uma estrutura básica: o conjunto capacitor/transístor, que é repetida alguns milhões de vezes, enquanto os processadores são formados por estruturas muito mais complexas. Devido a esta simplicidade, um chip de memória é muito mais barato de se produzir do que um processador. Um módulo de 128 MB tem pouco mais de 1 bilhão de transístores, quase 40 vezes mais que um processador Pentium III Coppermine. Apesar disso, o módulo de memória é mais barato. Acesso a dadosPara ler e gravar dados na memória, assim como controlar todo o trânsito de dados entre a memória e os demais componentes do micro, é usado mais um circuito, chamado controlador de memória, que faz parte do chipset localizado na placa mãe.Para facilitar o acesso a dados, dividimos os módulos de memória em linhas e colunas. Para acessar um determinado transístor (seja para gravar ou ler dados), o controlador de memória primeiro gera o valor RAS (Row Address Strobe), ou o número da linha da qual o transístor faz parte, sendo gerado em seguida o valor CAS (Collum Address Strobe), que corresponde à coluna.






FormatoOs chips de memória são frágeis placas de silício, que precisam ser encapsulados em alguma estrutura mais resistente antes de serem transportados e encaixados na placa mãe. Assim como temos vários tipos de encapsulamento diferentes para processadores, (SEPP e PPGA por exemplo) temos vários formatos de módulos de memória. Inicialmente os chips são encapsulados em módulos DIP, que os protegem e facilitam a dissipação do calor gerado pelos chips. Estes por sua vez são soldados em placas de circuito, formando os módulos de memória. Existem atualmente 3 tipos de módulos de memória: os módulos SIMM de 30 vias, os módulos SIMM de 72 vias e, finalmente, os módulos DIMM de 168 vias.
Módulos DIPOs módulos DIP são encapsulamentos de plástico ou cerâmica, que protegem os chips de memória, facilitam a dissipação do calor gerado durante seu funcionamento, e tornam mais acessíveis seus terminais, facilitando o encaixe ou a soldagem. O encapsulamento DIP também é usado em vários outros tipos de componentes.Em PCs antigos, principalmente XTs, 286s e os primeiros 386s, os módulos DIP eram soldados diretamente à placa mãe, ou em alguns casos, encaixados individualmente em soquetes disponíveis na placa. Este era um sistema antiquado, que trazia várias desvantagens, por dificultar upgrades de memória ou a substituição de módulos com defeito. Imagine você, fazendo um upgrade de memória numa placa como a da foto abaixo:
FormatoOs chips de memória são frágeis placas de silício, que precisam ser encapsulados em alguma estrutura mais resistente antes de serem transportados e encaixados na placa mãe. Assim como temos vários tipos de encapsulamento diferentes para processadores, (SEPP e PPGA por exemplo) temos vários formatos de módulos de memória. Inicialmente os chips são encapsulados em módulos DIP, que os protegem e facilitam a dissipação do calor gerado pelos chips. Estes por sua vez são soldados em placas de circuito, formando os módulos de memória. Existem atualmente 3 tipos de módulos de memória: os módulos SIMM de 30 vias, os módulos SIMM de 72 vias e, finalmente, os módulos DIMM de 168 vias.
Módulos DIPOs módulos DIP são encapsulamentos de plástico ou cerâmica, que protegem os chips de memória, facilitam a dissipação do calor gerado durante seu funcionamento, e tornam mais acessíveis seus terminais, facilitando o encaixe ou a soldagem. O encapsulamento DIP também é usado em vários outros tipos de componentes.Em PCs antigos, principalmente XTs, 286s e os primeiros 386s, os módulos DIP eram soldados diretamente à placa mãe, ou em alguns casos, encaixados individualmente em soquetes disponíveis na placa. Este era um sistema antiquado, que trazia várias desvantagens, por dificultar upgrades de memória ou a substituição de módulos com defeito.










terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

placa mãe( motherboard )


Escrito por Emerson Alecrim



Introdução
Também conhecida como "motherboard" ou "mainboard", a placa-mãe é, basicamente, a responsável pela interconexão de todas as peças que formam o computador. O HD, a memória, o teclado, o mouse, a placa de vídeo, enfim, praticamente todos os dispositivos, precisam ser conectados à placa-mãe para formar o computador. Este artigo mostrará as características desse item tão importante.Visão geral das placas-mãe
As placas-mãe são desenvolvidas de forma que seja possível conectar todos os dispositivos quem compõem o computador. Para isso, elas oferecem conexões para o processador, para a memória RAM, para o HD, para os dispositivos de entrada e saída, entre outros.
A foto a seguir exibe uma placa-mãe. Trata-se de um modelo Soyo SY-KT880 Dragon 2. As letras apontam para os principais itens do produto, que são explicados nos próximos parágrafos. Cada placa-mãe possui características distintas, mas todas devem possibilitar a conexão dos dispositivos que serão citados no decorrer deste texto.
Item A - processador
O item A mostra o local onde o processador deve ser conectado. Também conhecido como socket, esse encaixe não serve para qualquer processador, mas sim para um modelo (ou para modelos) específico. Cada tipo de processador tem características que o diferenciam de outros modelos. Essas diferenças consistem na capacidade de processamento, na quantidade de memória cache, na tecnologia de fabricação usada, no consumo de energia, na quantidade de terminais (as "perninhas") que o processador tem, entre outros. Assim sendo, a placa-mãe deve ser desenvolvida para aceitar determinados processadores. A motherboard vista acima, por exemplo, é compatível com os processadores Duron, Athlon XP e Sempron (todos da fabricante AMD) que utilizam a forma de conexão conhecida por "Socket A". Assim sendo, processadores que utilizam outros sockets, como o Intel Pentium 4 ou o AMD Athlon 64 não se conectam a esta placa.
Por isso, na aquisição de um computador, deve-se escolher primeiro o processador e, em seguida, verificar quais as placas-mãe que são compatíveis. À medida que novos processadores vão sendo lançados, novos sockets vão surgindo.
É importante frisar que, mesmo quando um processador utiliza um determinado socket, ele pode não ser compatível com a placa-mãe relacionada. Isso porque o chip pode ter uma capacidade de processamento acima da suportada pela motherboard. Por isso, essa questão também deve ser verificada no momento da montagem de um computador.

Item B - Memória RAM
O item B mostra os encaixes existentes para a memória RAM. Esse conector varia conforme o tipo. As placas-mãe mais antigas usavam o tipo de memória popularmente conhecido como SDRAM. No entanto, o padrão mais usado atualmente é o DDR (Double Data Rate), que também recebe a denominação de SDRAM II (termo pouco usado). A placa-mãe da imagem acima possui duas conexões (ou slots) para encaixe de memórias DDR.
As memórias também trabalham em velocidades diferentes, mesmo quando são do mesmo tipo. A placa-mãe mostrada acima aceita memórias DDR que trabalham a 266 MHz, 333 MHz e 400 MHz. Supondo que a motherboard só aceitasse velocidades de até 333 MHz, um pente de memória DDR que funciona a 400 MHz só trabalharia a 333 MHz nessa placa, o máximo suportado.
Em relação à capacidade, as memórias mais antigas ofereciam 4 MB, 8 MB, 16 MB, 32 MB, 64 MB, etc. Hoje, já é possível encontrar memórias que vão de 128 MB a 1 GB de capacidade. Enquanto você lê este texto, pode ser que o limite atual já esteja maior.
Para saber mais sobre memórias. Para conhecer melhor a memória DDR, Item C - Slots de expansão
Para que seja possível conectar placas que adicionam funções ao computador, é necessário fazer uso de slots de expansão. Esses conectores permitem a conexão de vários tipos de dispositivos. Placas de vídeo, placas de som, placas de redes, modems, etc, são conectados nesses encaixes. Os tipos de slots mais conhecidos atualmente são o PCI (Peripheral Component Interconnect) - item C1 -, o AGP (Accelerated Graphics Port) - item C2 -, o CNR (Communications Network Riser) - item C3 - e o PCI Express (PCI-E). As placas-mãe mais antigas apresentavam ainda o slot ISA (Industry Standard Architecture).
A placa-mãe vista acima possui um slot AGP (usado exclusivamente por placas de vídeo), um slot CNR (usado para modems) e cinco slots PCI (usados por placas de rede, placas de som, modems PCI, etc). A tendência atual é que tanto o slot AGP quanto o slot PCI sejam substituídos pelo padrão PCI Express, que oferece mais recursos e possibilidades.

O item D mostra o local onde deve-se encaixar o cabo da fonte que leva energia elétrica à placa-mãe. Para isso, tanto a placa-mãe como a fonte de alimentação devem ser do mesmo tipo. Existem, atualmente, dois padrões para isso: o ATX e o AT (este último saiu de linha, mas ainda é utilizado). A placa-mãe da foto usa o padrão ATX. É importante frisar que a placa-mãe sozinha consegue alimentar o processador, as memórias e a grande maioria dos dispositivos encaixados nos slots. No entanto, HDs, unidades de CD e DVD, drive de disquete e cooler (um tipo de ventilador acoplado ao processador que serve para manter sua temperatura em limites aceitáveis de uso) devem receber conectores individuais de energia.

Item E - Conectores IDE e drive de disquete
O item E2 mostra as entradas padrão IDE (Intergrated Drive Electronics) onde devem ser encaixados os cabos que ligam HDs e unidades de CD/DVD à placa-mãe. Esses cabos, chamados de "flat cables", podem ser de 40 vias ou 80 vias (grossamente falando, cada via seria um "fiozinho"), sendo este último mais eficiente. Cada cabo pode suportar até dois HDs ou unidades de CD/DVD, totalizando até quatro dispositivos nas entradas IDE. Note também que E1 aponta para o conector onde deve ser encaixado o cabo que liga o drive de disquete à motherboard.
Existe também, um tipo de HD que não segue o padrão IDE, mas sim o SATA (Serial ATA), como mostra a figura a seguir.

Item F - BIOS e bateria

O item F2 aponta para o chip Flash-ROM e o F1, para a bateria que o alimenta. Esse chip contém um pequeno software chamado BIOS (Basic Input Output System), que é responsável por controlar o uso do hardware do computador e manter as informações relativas à hora e data. Cabe ao BIOS, por exemplo, emitir uma mensagem de erro quando o teclado não está conectado. Na verdade, quando isso ocorre, o BIOS está trabalhando em conjunto com o Post, um software que testa os componentes de hardware após o computador ser ligado.
Através de uma interface denominada Setup, também presente na Flash-ROM, é possível alterar configurações de hardware, como velocidade do processador, detecção de discos rígidos, desativação de portas USB, etc.
Como mostra a imagem abaixo, placas-mãe antigas usavam um chip maior para o BIOS.
Item G - Conectores de teclado, mouse, USB, impressora e outros
O item G aponta para a parte onde ficam localizadas as entradas para a conexão do mouse (tanto serial, quanto PS/2), teclado, portas USB, porta paralela (usada principalmente por impressoras), além de outros que são disponibilizados conforme o modelo da placa-mãe. Esses itens ficam posicionados de forma que, quando a motherboard for instalada em um gabinete, tais entradas fiquem imediatamente acessíveis pela parte traseira deste. A imagem abaixo mostra um outro modelo de placa-mãe da Soyo, a SY-P4VGM, desenvolvida para o processador Intel Pentium 4, que exibe esses conectores através de outro ângulo:
A disposição de entradas vista acima é semelhante em toda placa-mãe que segue o padrão ATX. No antigo padrão AT, esse posicionamento é de outra forma e alguns conectores são diferentes.
H - Furos de encaixe
Para evitar danos, a placa-mãe deve ser devidamente presa ao gabinete. Isso é feito através de furos (item H) que permitem o encaixe de espaçadores e parafusos. Para isso, é necessário que a placa-mãe seja do mesmo padrão do gabinete. Se este for AT, a placa-mãe deverá também ser AT. Se for ATX (o padrão atual), a motherboard também deverá ser, do contrário o posicionamento dos locais de encaixe serão diferentes para a placa-mãe e para o gabinete.
I - Chipset
O chipset é um chip responsável pelo controle de uma série de itens da placa-mãe, como acesso à memória, barramentos e outros. Principalmente nas placas-mãe atuais, é bastante comum que existam dois chips para esses controles: Ponte Sul (I1) e Ponte Norte (I2):
Ponte Sul (South Bridge): este geralmente é responsável pelo controle de dispositivos de entrada e saída, como as interfaces IDE ou SATA. Placas-mãe que possuem som onboard (visto adiante), podem incluir o controle desse dispositivo também na Ponte Sul;
Ponte Norte (North Bridge): este chip faz um trabalho "mais pesado" e, por isso, geralmente requer um dissipador de calor para não esquentar muito. Repare que na foto da placa-mãe em que esse chip é apontado, ele, na verdade, está debaixo de uma estrutura metálica. Essa peça é dissipador. Cabe à Ponte Norte as tarefas de controle do FSB (Front Side Bus - velocidade na qual o processador se comunica com a memória e com componentes da placa-mãe), da freqüência de operação da memória, do barramento AGP, etc.
Os chipsets não são desenvolvidos pelas fabricantes das placas-mãe e sim por empresas como VIA Technologies, SiS e Intel (esta é uma exceção, já que fabrica motherboards também). Assim sendo, é comum encontrar um mesmo chipset em modelos concorrentes de placa-mãe.
Placas-mãe onboard
"Onboard" é o termo empregado para distinguir placas-mãe que possuem um ou mais dispositivos de expansão integrados. Por exemplo, há modelos que têm placa de vídeo, placa de som, modem ou placa de rede na própria placa-mãe. A motherboard estudada neste artigo possui placa de som (C-Media CMI9761A 6-channel) e placa de rede (VIA VT6103 10/100 Mbps Ethernet) integradas, ou melhor, onboard. Por esta razão, os conectores desses dispositivos ficam juntos às entradas mostradas no item G, visto anteriormente.
A vantagem de se utilizar modelos onboard é a redução de custo do computador, uma vez que deixa-se de comprar determinados dispositivos porque estes já estão incluídos na placa-mãe. No entanto, é necessário ter cuidado: quanto mais itens onboard uma placa-mãe tiver, mais o desempenho do computador será comprometido. Isso porque o processador acaba tendo que executar as tarefas dos dispositivos integrados. Na maioria dos casos, placas de som e rede onboard não influenciam significantemente no desempenho, mas placas de vídeo e modems sim.
As placas de vídeo, mesmo os modelos mais simples, possuem um chip gráfico que é responsável pela geração de imagens. Este, por sua vez, requer memória para tal, principalmente quando trata imagens em 3D. Uma placa de vídeo onboard, mesmo quando acompanhada de um chip gráfico integrado, acaba "tomando atenção" do processador, além de usar parte da memória RAM.

Se um computador é comprado para uso em uma loja ou em alguma aplicação que não requer muito desempenho, a compra de um computador com placa-mãe onboard pode ser viável. No entanto, quem deseja uma máquina para jogos e aplicações mais pesadas deve pensar seriamente em adquirir uma placa-mãe "offboard", isto é, com nenhum item integrado, ou no máximo, com placa de som ou rede onboard.
Finalizando
Existe uma série de empresas que fabricam placas-mãe. As marcas mais conhecidas são: Asus, Abit, Gigabyte, Soyo, PC Chips, MSI, Intel e ECS. Apesar da maioria dessas fabricantes disponibilizarem bons produtos, é recomendável pesquisar sobre um modelo de seu interesse para conhecer suas vantagens e desvantagens. Para isso, basta digitar o nome do modelo em sites de busca. Geralmente, o resultado mostra fóruns de discussão onde os participantes debatem sobre a placa-mãe em questão. A pesquisa vale a pena, afinal, a placa-mãe é um item de importância extrema ao computador.
A memória é um dispositivo que permite ao computador armazenar dados por certo tempo. Atualmente o termo é geralmente usado para definir as memórias voláteis, como a RAM, mas seu conceito primordial também aborda memórias não voláteis, como o disco rígido . Parte da memória do computador é feita no próprio processador; o resto é diluído em componentes como a memória RAM, memória cache, disco rígido e leitores de mídias removíveis, como disquete, CD e DVD. Nos computadores modernos, cada posição da memória é configurado para armazenar grupos de oito. Cada byte consegue representar 256 números diferentes; de 0 a 255 ou de -128 a +127 bits (chamado de um byte). Para armazenar números maiores pode-se usar diversos bytes consecutivos (geralmente dois, quatro ou oito). Quando números negativos são armazenados, é utilizada a notação de complemento para dois.
A memória do computador é normalmente dividida entre primária e secundária, sendo possível também falar de uma memória "terciária".

Memória primária
A memória primária é aquela acessada diretamente pela Unidade Lógica e Aritmética. Tradicionalmente essa memória pode ser de leitura e escrita (RAM) ou só de leitura (ROM). Atualmente existem memórias que podem ser classificadas como preferencialmente de leitura, isso é, variações da memória ROM que podem ser regravadas, porém com um número limitado de ciclos e um tempo muito mais alto.
Normalmente a memória primária se comunica com a ULA por meio de um barramento ou canal de dados. A velocidade de acesso a memória é um fator importante de custo de um computador, por isso a memória primária é normalmente construída de forma hierárquica em um projeto de computador. Parte da memória, conhecida como fica muito próxima à ULA, com acesso muito rápido. A maior parte da memória é acessada por meio de cache vias auxiliares.
Normalmente a memória é nitidamente separada da ULA em uma arquitetura de computador. Porém, os microprocessadores atuais possuem memória cache incorporada, o que aumenta em muito sua velocidade.
Memória RAM


Memória RAM de um PC
A memória RAM (Random Access Memory) é uma sequência de células numeradas, cada uma contendo uma pequena quantidade de informação. A informação pode ser uma instrução para dizer ao computador o que fazer. As células podem conter também dados que o computador precisa para realizar uma instrução. Qualquer célula pode conter instrução ou dado, assim o que em algum momento armazenava dados pode armazenar instruções em outro momento. Em geral, o conteúdo de uma célula de memória pode ser alterado a qualquer momento, a memória RAM é um rascunho e não um bloco de pedra.
As memórias RAM são denominadas genericamente de DRAM (RAM dinâmica), pelo fato de possuírem uma característica chamada refrescamento de memória, que tem a finalidade de manter os dados armazenados enquanto o computador estiver ligado. O tamanho de cada célula, e o número de células, varia de computador para computador, e as tecnologias utilizadas para implementar a memória RAM variam bastante. Atualmente o mais comum é a implementação em circuitos integrados.
Memória ROM

Memória ROM de um PC
A memória ROM (Read-Only Memory) é uma memória que só pode ser lida e os dados não são perdidos com o desligamento do computador. A diferença entre a memória RAM e a ROM é que a RAM aceita gravação, regravação e perda de dados. Mesmo se for enviada uma informação para ser gravada na memória ROM, o procedimento não é executado (esta característica praticamente elimina a criação de vírus que afetam a ROM).
Um software gravado na ROM recebe o nome de firmware. Em computadores da linha IBM-PC eles são basicamente três, que são acessados toda vez que ligamos o computador, a saber: BIOS, POST e SETUP. Existe uma variação da ROM chamada memória preferencialmente de leitura que permite a re-gravação de dados. São as chamadas EPROM (Erasable Programmable Read Only Memory) ou EEPROM (Electrically Erasable Programmable Read-Only Memory).

Memória secundária
A memória secundária ou memória de massa é usada para gravar grande quantidade de dados, que não são perdidos com o desligamento do computador, por um período longo de tempo. Exemplos de memória de massa incluem o disco rígido e mídias removíveis como o CD-ROM, o DVD, o disquete e o pen drive.
Normalmente a memória secundária não é acessada diretamente pela ULA, mas sim por meio dos dispositivos de entrada e saída. Isso faz com que o acesso a essa memória seja muito mais lento do que o acesso a memória primária. Para isso cada dispositivo encontra-se com um buffer de escrita e leitura para melhoramento de desempenho.
Supostamente, consideramos que a memória terciária está permanentemente ligada ao computador.

Memória terciária

Fita magnética para gravação de dados
Sistemas mais complexos de computação podem incluir um terceiro nível de memória, com acesso ainda mais lento que o da memória secundária. Um exemplo seria um sistema automatizado de fitas contendo a informação necessária. A memória terciária não é nada mais que um dispositivo de memória secundária ou memória de massa colocado para servir um dispositivo de memória secundária.
As tecnologias de memória usam materiais e processos bastante variados. Na informática, elas têm evoluído sempre em direção de uma maior capacidade de armazenamento, maior miniaturização, maior rapidez de acesso e confiabilidade, enquanto seu custo cai constantemente.
Entretanto, a memória de um computador não se limita a sua memoria individual e física, ela se apresenta de maneira mais ampla, e sem lugar definido (desterritorializada). Temos possibilidades de armazenar em diversos lugares na rede, podemos estar em Luanda e acessar arquivos que foram armazenados em sítios no Brasil.
É crescente a tendência para o armazenamento das informações na memória do espaço virtual, ou o chamado ciberespaço, através de discos virtuais e anexos de e-mails . Isto torna possível o acesso a informação a partir de qualquer dispositivo conectado à internet.