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domingo, 26 de abril de 2009

DICAS PARA QUEM QUER COMPRA UMA BOA PLACA MÃE

A mais nova placa-mãe da VIA (http://www.viavpsd.com/) para processadores Intel, a P4PB-400, traz como principal novidade o uso do chipset VIA P4X400, que usa barramento AGP 8x e aceita memórias DDR400/PC3200.

As memórias PC3200 são as primeiras memórias baratas que conseguem transferir dados na mesma velocidade do Pentium 4. Como o Pentium 4 transmite quatro dados por pulso de clock, ele consegue atingir um desempenho externo como se estivesse trabalhando a 400 MHz, embora externamente só trabalhe a 100 MHz. Com isso, seu barramento externo atinge 3.200 MB/s. O grande problema é que até agora as únicas memórias capazes de atingir essa taxa de transferência eram as caras Rambus. As populares memórias DDR266 só conseguem atingir 2.100 MB/s, fazendo com que esse processador não aproveite todo o desempenho que é capaz de gerar. As memórias DDR400 prometem ser a solução para esse problema.
Pelo menos parcialmente, já que os novos modelos de Pentium 4 operam externamente a 133 MHz e, com isso, conseguem atingir um desempenho como se estivessem trabalhando externamente a 533 MHz, ou seja, uma taxa de transferência de 4.264 MB/s. Mesmo as memórias DDR400/PC3200 não são capazes de atingir essa velocidade. Para aproveitar ao máximo o desempenho dos processadores Pentium 4 com barramento de 133 MHz, só mesmo usando as novas placas-mãe que aceitam as novas memórias Rambus PC1066.
Em nossos testes com a P4PB, fizemos testes com um módulo de memória DDR400/PC3200 e vimos que o ganho de desempenho só é sentido basicamente em jogos 3D, e mesmo assim um aumento de desempenho muito menor do que esperávamos obter. Esse mesmo fenômeno ocorreu em nossos testes com o Athlon XP 2200+, quando usamos memórias DDR333/PC2700. Falaremos mais sobre isso nos resultados dos nossos testes.
Falando especificamente da P4PB, ela é uma boa placa-mãe, cheia de recursos adicionais. Para começar, existem dois modelos da P4PB, a P4PB-L (com rede on-board) e a P4PB-FL (com rede e portas FireWire on-board). O modelo que testamos foi o P4PB-FL, que tem duas portas FireWire.
Nos chamou a atenção a placa-mãe ter vindo com todos os conectores auxiliares possíveis e imaginários. Os das portas USB e FireWire são figurinha fácil em todas as placas-mãe topo de linha, mas o cabo extra para o som on-board realmente merece nossos aplausos. Ele traz as saídas de áudio traseira, frontal e de subwoofer em separado (nas placas-mãe com som on-board essas saídas são compartilhadas com os plugues de entrada de linha e entrada de microfone, ou seja, você não pode usar a entrada de linha e a entrada de microfone caso esteja usando esses plugues como saída), além de saída SPDIF coaxial e óptica, para a conexão do som on-board com equipamentos de áudio digital, em especial gravadores de Mini Disc.
O desempenho dessa placa-mãe é muito bom e é recomendada para todos os usuários que querem estar na crista da onda em termos tecnológicos. Comprando uma placa-mãe dessa, a vida útil do seu micro será prolongada por muitos anos. Como usa o barramento AGP 8x, está na frente da maioria das placas do mercado, que ainda não têm esse recurso, permitindo um upgrade, bem no futuro, para a nova geração de placas de vídeo 3D. O uso da memória DDR400/PC3200 garante o maior desempenho de memória hoje a baixo custo. O chipset suporta os processadores Intel de 133 MHz de barramento externo e discos rígidos ATA-133. E, optando pelo modelo FL, você ainda leva o seu micro para o mundo das portas FireWire. Não fica faltando nada para você ter um micro de última geração por muitos anos.
Ela tem ainda interface para dispositivo leitor de cartões de memória (clique aqui caso você não saiba o que é isso).
Em termos de overclock, apesar de o setup possuir opções muito interessantes, como falaremos em detalhes mais adiante, não conseguimos colocar o barramento externo acima de 129 MHz, um nível razoável, mas não o melhor que já obtivemos. Com certeza você com mais paciência conseguirá um resultado melhor do que o nosso, como explicaremos em nossos testes.
O CD-ROM da placa-mãe vem com alguns utilitários muito legais para técnicos. Além do utilitário para overclock (chamado JetStream), e do utilitário de controle de temperatura e ventoinhas (chamado MissionControl), a placa vem com um utilitário chamado FlashPort para o upgrade de BIOS. Na verdade esse programa verifica detalhes sobre o BIOS da máquina, permite que você faça backup e faça o upgrade, baixando o BIOS automaticamente da Internet. O software SysProbe mostra informações do hardware e do software da máquina.
Por fim, uma dica importantíssima para quem for comprar essa placa. O modelo que recebemos para testes veio com o BIOS versão 0.58 que, ao que tudo indica, ainda era uma versão beta. O micro travava toda a vez em que tentávamos entrar no Windows, congelando a máquina na hora de carregar a interface gráfica. Sendo um erro típico de quando há algum problema em relação ao slot AGP (drivers, configuração no setup, etc), experimentamos fazer um upgrade de BIOS, que resolveu o nosso problema. No momento do nosso teste, a versão mais atualizada era a 1.05. Portanto, se o BIOS da sua P4PB-400 não for desta versão, recomendamos que você faça esse upgrade de BIOS para não enfrentar problemas de congelamento como foi o nosso caso.

COMO FUNCIONA A SUA MEMÓRIA RAM


Como funcionaOs chips de memória RAM possuem uma estrutura extremamente simples. Para cada bit 1 ou 0 a ser armazenado, temos um minúsculo capacitor; quando o capacitor está carregado eletricamente temos um bit 1 e quando ele está descarregado temos um bit 0. Para cada capacitor temos um transístor, encarregado de ler o bit armazenado em seu interior e transmiti-lo ao controlador de memória. A memória RAM é volátil justamente devido ao capacitor perder sua carga muito rapidamente, depois de poucos milésimos de segundo.A produção de chips de memória é similar ao de processadores: também utilizamos um waffer de silício como base e um laser para marcá-lo. A diferença é que os chips de memória são compostos basicamente de apenas uma estrutura básica: o conjunto capacitor/transístor, que é repetida alguns milhões de vezes, enquanto os processadores são formados por estruturas muito mais complexas. Devido a esta simplicidade, um chip de memória é muito mais barato de se produzir do que um processador. Um módulo de 128 MB tem pouco mais de 1 bilhão de transístores, quase 40 vezes mais que um processador Pentium III Coppermine. Apesar disso, o módulo de memória é mais barato. Acesso a dadosPara ler e gravar dados na memória, assim como controlar todo o trânsito de dados entre a memória e os demais componentes do micro, é usado mais um circuito, chamado controlador de memória, que faz parte do chipset localizado na placa mãe.Para facilitar o acesso a dados, dividimos os módulos de memória em linhas e colunas. Para acessar um determinado transístor (seja para gravar ou ler dados), o controlador de memória primeiro gera o valor RAS (Row Address Strobe), ou o número da linha da qual o transístor faz parte, sendo gerado em seguida o valor CAS (Collum Address Strobe), que corresponde à coluna.






FormatoOs chips de memória são frágeis placas de silício, que precisam ser encapsulados em alguma estrutura mais resistente antes de serem transportados e encaixados na placa mãe. Assim como temos vários tipos de encapsulamento diferentes para processadores, (SEPP e PPGA por exemplo) temos vários formatos de módulos de memória. Inicialmente os chips são encapsulados em módulos DIP, que os protegem e facilitam a dissipação do calor gerado pelos chips. Estes por sua vez são soldados em placas de circuito, formando os módulos de memória. Existem atualmente 3 tipos de módulos de memória: os módulos SIMM de 30 vias, os módulos SIMM de 72 vias e, finalmente, os módulos DIMM de 168 vias.
Módulos DIPOs módulos DIP são encapsulamentos de plástico ou cerâmica, que protegem os chips de memória, facilitam a dissipação do calor gerado durante seu funcionamento, e tornam mais acessíveis seus terminais, facilitando o encaixe ou a soldagem. O encapsulamento DIP também é usado em vários outros tipos de componentes.Em PCs antigos, principalmente XTs, 286s e os primeiros 386s, os módulos DIP eram soldados diretamente à placa mãe, ou em alguns casos, encaixados individualmente em soquetes disponíveis na placa. Este era um sistema antiquado, que trazia várias desvantagens, por dificultar upgrades de memória ou a substituição de módulos com defeito. Imagine você, fazendo um upgrade de memória numa placa como a da foto abaixo:
FormatoOs chips de memória são frágeis placas de silício, que precisam ser encapsulados em alguma estrutura mais resistente antes de serem transportados e encaixados na placa mãe. Assim como temos vários tipos de encapsulamento diferentes para processadores, (SEPP e PPGA por exemplo) temos vários formatos de módulos de memória. Inicialmente os chips são encapsulados em módulos DIP, que os protegem e facilitam a dissipação do calor gerado pelos chips. Estes por sua vez são soldados em placas de circuito, formando os módulos de memória. Existem atualmente 3 tipos de módulos de memória: os módulos SIMM de 30 vias, os módulos SIMM de 72 vias e, finalmente, os módulos DIMM de 168 vias.
Módulos DIPOs módulos DIP são encapsulamentos de plástico ou cerâmica, que protegem os chips de memória, facilitam a dissipação do calor gerado durante seu funcionamento, e tornam mais acessíveis seus terminais, facilitando o encaixe ou a soldagem. O encapsulamento DIP também é usado em vários outros tipos de componentes.Em PCs antigos, principalmente XTs, 286s e os primeiros 386s, os módulos DIP eram soldados diretamente à placa mãe, ou em alguns casos, encaixados individualmente em soquetes disponíveis na placa. Este era um sistema antiquado, que trazia várias desvantagens, por dificultar upgrades de memória ou a substituição de módulos com defeito.